segunda-feira, 27 de julho de 2026

Como Funcionam os Testes de Segurança nas Urnas Eletrônicas?

Como Funcionam os Testes de Segurança nas Urnas Eletrônicas?

Entenda o acesso dos peritos, os tipos de ataque testados e o ciclo de correção de falhas.

Os testes de segurança nas urnas são concentrados principalmente no Teste Público de Segurança (TPS), um evento oficial e aberto que o TSE realiza meses antes de cada eleição. Nesse evento, peritos independentes, acadêmicos, hackers éticos e instituições parceiras recebem sinal verde para tentar invadir e burlar o sistema de todas as formas possíveis.

A lógica do TPS é a de um red teaming (teste de invasão e hackeamento ético): o TSE entrega o sistema nas mãos de especialistas para que eles tentem achar as falhas antes que criminosos possam tentar explorá-las no dia do pleito.

1. A que os investigadores têm acesso?

Durante os testes, os investigadores e peritos não trabalham "às cegas". O TSE adota o modelo de teste de caixa-branca (white-box test), fornecendo acesso amplo aos componentes do sistema:

  • Código-fonte completo: Os peritos têm acesso a todas as linhas de código do sistema operacional da urna (um Linux simplificado), dos programas de votação, dos algoritmos de criptografia e do sistema de transmissão.
  • Hardware da urna: Os participantes recebem equipamentos reais da urna eletrônica (incluindo placas, mídias de memória e leitores biométricos) para manipular fisicamente no laboratório do TSE.
  • Bibliotecas e softwares auxiliares: Acesso às ferramentas usadas para gerar os arquivos e assinar as mídias.
  • Documentação técnica: Manuais do sistema, especificações de arquitetura e esquemas de circuitos do hardware.

2. Quais testes são feitos e quais vulnerabilidades eles buscam?

Os investigadores criam planos de teste específicos e tentam explorar diferentes caminhos de ataque:

A. Injeção e alteração de código (Tentativa de adulteração de software)

  • O teste: Os peritos tentam modificar o código interno da urna para fazer com que ela registre votos em um candidato diferente do digitado.
  • O que avaliam: Se a urna percebe a alteração e trava. O sistema usa assinaturas digitais — se o código for modificado sem a chave oficial, a urna deve recusar a inicialização.

B. Extração do Registro Digital do Voto (Ataque ao sigilo do voto)

  • O teste: Tentativas de extrair o histórico de votação para descobrir a ordem em que os votos foram digitados e cruzar com o horário de entrada dos eleitores.
  • O que avaliam: Se o algoritmo de embaralhamento dos votos no arquivo RDV (Registro Digital do Voto) é seguro e matematicamente imprevisível.

C. Ataques físicos ao hardware (Engenharia reversa)

  • O teste: Os investigadores conectam equipamentos externos diretamente às placas de circuito da urna, portas USB e leitoras de cartão de memória para tentar injetar dados ou extrair chaves de criptografia diretamente da memória RAM/Flash.
  • O que avaliam: Se o hardware possui blindagem física suficiente contra leitura direta de dados.

D. Ataques ao leitor biométrico e tela

  • O teste: Tentativas de "enganar" o leitor biométrico (usando moldes ou dedos falsos) ou de interceptar o sinal que vai da placa principal para o visor da urna.

3. O Passo a Passo: O que acontece quando uma vulnerabilidade é encontrada?

Encontrar uma falha no TPS é considerado um sucesso do teste, e não uma derrocada do sistema. O processo funciona no seguinte ciclo rigoroso de 3 passos:

Passo 1: Relatório de Vulnerabilidade

Se uma equipe de peritos encontra uma brecha (por exemplo, uma falha na forma como um arquivo de log é gravado), ela documenta detalhadamente o passo a passo da invasão e entrega ao TSE.

Passo 2: Correção do Sistema (Patch de Segurança)

A equipe de engenheiros de software do TSE analisa o relatório e desenvolve uma solução técnica para fechar e selar a brecha identificada no código ou hardware.

Passo 3: Teste de Confirmação (Re-teste Público)

Meses depois, as mesmas equipes que acharam as falhas voltam ao laboratório do TSE para testar o sistema novamente e confirmar se o "buraco" foi devidamente selado antes das eleições.


🛠️ Simulador de Red Team: Teste Público de Segurança (TPS)

Selecione um vetor de ataque e execute a simulação para observar como o sistema reage e aplica a correção.

Terminal de Diagnóstico do TPS:
> Selecione o ataque acima e clique em "Executar Plano de Teste".

🖥️ Simulador de Boot e Integridade Criptográfica (Urna Eletrônica)

Teste como o hardware verifica a assinatura digital do código do TSE antes de iniciar a votação.

Log de Diagnóstico do Hardware:
> Sistema em espera. Selecione o código e clique em "Ligar Urna".

SISTEMA OPERACIONAL LINUX NA URNA ELETRÔNICA

Como Funciona o Linux na Urna Eletrônica?

Entenda qual é a distribuição utilizada, quem a desenvolveu, a evolução das versões e o funcionamento passo a passo.

1. Qual Distribuição Linux a Urna Usa e Quem a Criou?

A urna eletrônica brasileira utiliza uma distribuição Linux altamente customizada e enxuta, conhecida tecnicamente no meio eleitoral como Urna Linux.

  • Quem criou e mantém: A distribuição foi desenvolvida e é mantida diretamente pela equipe de Engenheiros de Software e Peritos em Tecnologia da Informação do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), em parceria com universidades públicas brasileiras (como a Universidade de Brasília - UnB).
  • Base da distribuição: O Urna Linux é uma derivação baseada nas distribuições Debian e Fedora. Contudo, ele foi submetido a um processo estrito de hardened (reforço de segurança): o TSE removeu todos os componentes desnecessários para a votação.
  • Mínima Superfície de Ataque: Não existem navegadores web, drivers para placa de rede sem fio (Wi-Fi/Bluetooth), nem gerenciadores de janelas pesados. O Kernel do Linux é reconfigurado e compilado especificamente para gerenciar apenas os componentes físicos da urna (tela, teclado numérico, leitor biométrico, impressora e mídias Flash).

2. A Evolução Histórica das Versões

A arquitetura de software da urna passou por uma importante transição histórica para se tornar o que é hoje:

Modelos da Urna Sistema Operacional Principais Características
1996 a 2006 (UE96 a UE2006) VirtuOS / MS-DOS Sistema multitarefa de tempo real proprietário. Tinha limitações para implementar camadas avançadas de criptografia modernas diretamente no Kernel.
2008 até Hoje (UE2008 a UE2022/2024) Urna Linux (Personalizado) Migração total para software livre. Introduziu o Boot Seguro, suporte nativo a hardware criptográfico (TPM/HSM) e permitiu a realização transparente dos Testes Públicos de Segurança (TPS).

3. Funcionamento Passo a Passo: Do Boot ao Encerramento

O funcionamento do Linux na urna segue uma rigorosa Cadeia de Confiança (Chain of Trust) baseada em criptografia assimétrica:

Passo 1: Verificação do Hardware (Boot Seguro)

Ao ligar a urna, o chip de segurança do hardware (Módulo de Segurança ou TPM) confere a assinatura digital do Firmware/BIOS. Se a assinatura não corresponder à chave oficial do TSE, a máquina interrompe a inicialização imediatamente.

Passo 2: Carga e Checagem do Kernel do Urna Linux

O Kernel do Urna Linux é carregado na memória RAM. Ele faz um autodiagnóstico nos drivers dos periféricos (display, teclado, biometria e impressora térmica) para garantir que nenhum dispositivo externo não autorizado foi conectado às portas da placa-mãe.

Passo 3: Autenticação do Aplicativo de Votação (Criptografia RSA/ECDSA)

Antes de exibir a tela de votação, o Linux lê a Mídia de Carga (pendrive assinado da seção) e verifica as chaves criptográficas do programa eleitoral. Se apenas 1 bit tiver sido modificado por fraude, o Linux recusa a execução do programa.

Passo 4: Registro Seguro do Voto no RDV

Durante a votação, o Linux mantém o programa de voto isolado em ambiente protegido (sandbox). A cada voto confirmado no botão verde, os dados são gravados no Registro Digital do Voto (RDV) com criptografia forte e de forma assíncrona, garantindo a privacidade do eleitor e a inviolabilidade da escolha.

Passo 5: Encerramento e Impressão do Boletim de Urna (BU)

Às 17h, o mesário encerra a eleição. O Linux consolida a apuração interna, gera as assinaturas digitais finais, grava a mídia de resultado e aciona a impressora interna para emitir as vias físicas do Boletim de Urna (BU).

"A adoção do Linux deu autonomia total ao TSE sobre a segurança do sistema, permitindo auditar cada camada de software e garantindo que apenas programas com assinatura digital reconhecida possam ser executados durante o dia da votação."

Simulador Interativo da Urna Eletrônica

Teste o funcionamento da interface de votação e veja como o sistema valida a integridade do voto e as assinaturas digitais em tempo real.

Justiça Eleitoral | Seção 001
SEU VOTO VAI PARA:
PRESIDENTE
Número:
Digite os 2 números do candidato.
AERTE A TECLA:
CONFIRMA PARA CONFIRMAR ESTE VOTO
CORRIGE PARA REINICIAR ESTE VOTO
Justiça Eleitoral
> PAINEL DE CHECAGEM CRIPTOGRÁFICA (LOGS DO SISTEMA):
[SISTEMA]: Memória Flash verificada. Assinatura RSA/ECDSA válida.
[STATUS]: Aguardando entrada do eleitor...

🔐 Segurança da Urna Eletrônica: TPS, Linux e Testes de Segurança

A urna eletrônica brasileira é um sistema computacional embarcado que combina hardware, software, sistema operacional, mecanismos criptográficos e procedimentos de auditoria.

Por isso, a segurança do equipamento não depende apenas de sua proteção física. Também envolve a análise do software, do hardware, dos mecanismos de integridade e dos procedimentos utilizados durante o processo eleitoral.

Um dos mecanismos de avaliação conhecidos é o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais (TPS), realizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

1. O que é o Teste Público de Segurança?

O Teste Público de Segurança (TPS) é uma iniciativa do Tribunal Superior Eleitoral que permite a participação de especialistas, pesquisadores e instituições habilitadas na análise de aspectos de segurança dos sistemas eleitorais.

A ideia pode ser comparada ao conceito de red team utilizado em segurança da informação: especialistas procuram identificar vulnerabilidades em um ambiente controlado para que elas possam ser analisadas e, quando necessário, corrigidas.

🔎 Importante:

O TPS possui regras, objetivos e limites previamente estabelecidos. Portanto, não significa que os participantes estejam autorizados a realizar qualquer tipo de ataque contra a infraestrutura eleitoral.

2. A que os investigadores têm acesso?

Durante os processos de transparência e testes de segurança, os participantes autorizados podem ter acesso a diferentes componentes e informações, conforme as regras estabelecidas para cada atividade.

💻 Código-fonte

Os códigos-fonte dos sistemas eleitorais podem ser disponibilizados para inspeção pelas entidades fiscalizadoras habilitadas, dentro do período e das condições determinadas pelo TSE.

🖥️ Hardware

O processo de testes também pode envolver equipamentos e componentes da urna, conforme o escopo definido para cada atividade.

📚 Documentação

Os processos de auditoria e testes possuem documentação e regras que estabelecem os objetivos e os procedimentos permitidos.

🔐 Segurança

São avaliados diferentes mecanismos relacionados à integridade, autenticidade, proteção de informações e funcionamento dos sistemas.

3. Quais vulnerabilidades podem ser investigadas?

A — Integridade do software

Uma das áreas de interesse é verificar se alterações indevidas nos componentes de software podem ser detectadas pelos mecanismos de segurança existentes.

Em sistemas críticos, a integridade do software é fundamental. Um programa modificado de maneira não autorizada não deve simplesmente ser aceito pelo sistema como se fosse uma versão legítima.

B — Sigilo do voto

Outro aspecto fundamental é a proteção do sigilo do voto.

Os mecanismos utilizados no processo eleitoral precisam impedir que seja possível associar determinado eleitor ao voto realizado.

C — Criptografia

Os sistemas eleitorais utilizam mecanismos criptográficos para proteger informações e verificar autenticidade e integridade.

A criptografia é apenas uma das camadas de segurança. Em sistemas críticos, ela trabalha em conjunto com controles de software, hardware e procedimentos operacionais.

D — Hardware e interfaces

Os testes também podem analisar aspectos relacionados ao hardware, interfaces e componentes utilizados pela urna, sempre dentro do escopo permitido pelas regras do teste.

4. O que acontece quando uma vulnerabilidade é encontrada?

Encontrar uma vulnerabilidade durante um teste de segurança não significa necessariamente que o processo falhou.

Pelo contrário: identificar uma falha em um ambiente controlado permite que ela seja estudada antes que possa ser explorada de maneira indevida.

1️⃣ Descoberta

Uma equipe identifica uma possível vulnerabilidade.

2️⃣ Relatório

O problema é documentado e apresentado conforme as regras estabelecidas.

3️⃣ Correção

Os responsáveis pelo sistema analisam a situação e desenvolvem medidas corretivas quando necessário.

4️⃣ Reteste

O sistema pode ser novamente analisado para verificar se a vulnerabilidade foi solucionada.

5. Quem participa da fiscalização?

A fiscalização do processo eletrônico de votação envolve diferentes entidades legitimadas.

Entre as instituições previstas nas regras eleitorais estão partidos políticos, federações e coligações, Ministério Público, Congresso Nacional, OAB, Polícia Federal, Controladoria-Geral da União, universidades e outras entidades fiscalizadoras habilitadas.

📌 Atenção:

É importante diferenciar a inspeção dos códigos-fonte do Teste Público de Segurança. São mecanismos complementares, mas não são exatamente a mesma atividade.

6. Qual Linux é utilizado na urna eletrônica?

🐧 Uenux — Urna Eletrônica com Linux

Uma informação interessante para estudantes de Linux e sistemas embarcados é que a urna eletrônica utiliza uma plataforma Linux denominada Uenux.

O Uenux foi desenvolvido/adaptado pelo TSE para o ambiente das urnas eletrônicas.

Segundo documentação do TSE, a plataforma envolve componentes como:

  • Bootloader;
  • Kernel Linux;
  • Drivers;
  • Bibliotecas;
  • Aplicativos;
  • Componentes específicos da 
  • plataforma eleitoral.

O Uenux não deve ser confundido com distribuições de uso geral como Ubuntu, Debian, Fedora ou Linux Mint.

Trata-se de uma plataforma Linux específica para o ambiente da urna eletrônica.

💡 Para quem estuda Linux:

A urna eletrônica é um exemplo interessante de utilização de Linux em um sistema embarcado de alta criticidade, envolvendo kernel, drivers, hardware, software, segurança, criptografia e processos de auditoria.

7. Linux e sistemas embarcados

Em um computador convencional, o usuário instala uma distribuição Linux e utiliza diversos aplicativos.

Em um sistema embarcado, o cenário é diferente. O sistema operacional precisa ser adaptado ao hardware específico e executar os componentes necessários para a finalidade do equipamento.

Podemos representar uma arquitetura simplificada da seguinte maneira:

APLICAÇÕES ELEITORAIS

BIBLIOTECAS E SERVIÇOS

DRIVERS

KERNEL LINUX

HARDWARE DA URNA

8. Simulador didático de uma urna eletrônica

Para complementar o estudo, abaixo está um pequeno simulador criado em HTML, CSS e JavaScript.

Ele demonstra conceitos de interface, entrada de dados, confirmação de voto, armazenamento temporário e apuração.

🗳️ SIMULADOR DE URNA

SIMULAÇÃO EDUCACIONAL

AGUARDANDO VOTO...
101 — Candidato A
202 — Candidato B
303 — Candidato C
404 — Candidato D

📊 Resultado da simulação

9. Como funciona o simulador?

O funcionamento pode ser representado por uma máquina de estados simples:

INÍCIO

ESCOLHA DO CANDIDATO

ENTRADA DO NÚMERO

CONFERÊNCIA

CONFIRMA

REGISTRO DO VOTO

PRÓXIMO ELEITOR

APURAÇÃO

10. O que este simulador demonstra?

⌨️ Entrada

Recebimento de informações através de botões e teclado numérico.

🧠 Lógica

JavaScript controla as etapas da votação.

💾 Memória

Os votos ficam armazenados temporariamente na memória do navegador durante a execução.

📊 Apuração

O programa soma os registros e apresenta o resultado da simulação.

⚠️ IMPORTANTE

Este simulador é exclusivamente educacional.

Ele não reproduz o software real do TSE, não utiliza código do sistema eleitoral, não possui conexão com a infraestrutura eleitoral e não representa uma réplica funcional da urna eletrônica brasileira.

11. Uma visão de eletrônica e computação

Para estudantes de eletrônica, esse exemplo também permite perceber como várias áreas do conhecimento podem trabalhar juntas.

  • ⚡ Eletrônica digital;
  • 🖥️ Sistemas embarcados;
  • 🐧 Linux;
  • 💾 Memória;
  • 🔌 Hardware;
  • 🔐 Criptografia;
  • 🧑‍💻 Programação;
  • 🛡️ Segurança da informação;
  • 🔎 Auditoria;
  • 📊 Processamento de dados.

12. Conclusão

A segurança da urna eletrônica não depende de uma única tecnologia.

Ela envolve uma combinação de hardware, software, sistema operacional, mecanismos criptográficos, procedimentos e auditorias.

O Teste Público de Segurança representa uma das formas de permitir que especialistas externos procurem vulnerabilidades dentro de regras estabelecidas.

Para quem estuda tecnologia, um dos pontos mais interessantes é descobrir que a urna utiliza uma plataforma baseada em Linux, o Uenux, desenvolvida/adaptada para esse ambiente específico.

Isso mostra como o Linux pode ser utilizado muito além dos computadores pessoais e servidores: também pode fazer parte de sistemas embarcados especializados e de alta criticidade.

📚 Fontes e referências

Para aprofundar o estudo sobre a segurança da urna eletrônica, o sistema Linux utilizado e os testes realizados pelo Tribunal Superior Eleitoral, consulte as fontes oficiais abaixo:

🏛️ Tribunal Superior Eleitoral — TSE

Como nasce uma urna: segurança do software diferencia equipamento de computador comum

🔗 Acessar fonte oficial do TSE
📜 TSE — Resolução nº 23.673/2021

Dispõe sobre os procedimentos de fiscalização e auditoria do sistema eletrônico de votação.

🔗 Consultar resolução no TSE
🔐 TSE — Teste Público de Segurança

Edital e informações sobre o Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais.

🔗 Acessar informações do TPS
💻 TSE — Código-fonte dos sistemas eleitorais

Informações sobre o processo de transparência e inspeção dos códigos-fonte.

🔗 Ver informações sobre os códigos-fonte
🗳️ TSE — Eleições 2026

Informações sobre a continuidade da inspeção dos códigos-fonte dos sistemas eleitorais.

🔗 Acessar notícia oficial do TSE
ℹ️ Observação:

As informações deste artigo têm finalidade educacional. Para informações atualizadas sobre a urna eletrônica, segurança, auditoria e legislação eleitoral, consulte diretamente o Tribunal Superior Eleitoral.

⚠️ Importante: Este artigo possui finalidade educacional. O simulador apresentado abaixo é uma implementação didática criada para demonstrar conceitos de entrada de dados, validação, registro, logs e apuração.

Ele não reproduz o software real utilizado pelo TSE, não acessa sistemas eleitorais e não representa uma urna oficial.

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Kernel Linux 7.1: O que Mudou e Como Isso Afeta os Usuários

🐧 Linux em Evolução: Kernel 7.1, Wayland, Linux Mint e os Impactos do ECA Digital

O universo Linux continua evoluindo rapidamente. O lançamento do Kernel Linux 7.1 trouxe melhorias importantes para hardware moderno, enquanto distribuições como o Linux Mint avançam na integração completa com o Wayland. Ao mesmo tempo, no Brasil, discussões sobre a regulamentação conhecida como ECA Digital geraram mudanças em alguns serviços online, incluindo restrições de acesso adotadas por determinados sistemas independentes.

1️⃣ O que é o Kernel Linux?

O Kernel é o núcleo do sistema operacional Linux. Ele funciona como uma ponte entre o hardware do computador e os programas utilizados pelo usuário.

O Kernel é responsável por:
  • Gerenciar memória RAM;
  • Controlar o processador (CPU);
  • Controlar placas de vídeo;
  • Gerenciar dispositivos USB;
  • Controlar SSDs e HDs;
  • Gerenciar comunicação entre hardware e software.

2️⃣ Principais novidades do Kernel Linux 7.1

Entre as novidades destacam-se melhorias voltadas ao hardware moderno.

Recurso Descrição
Intel FRED Novo mecanismo de tratamento de exceções e interrupções, reduzindo latência e aumentando segurança.
Intel Arc Battlemage Melhor suporte às novas GPUs Intel para jogos, IA e aplicações gráficas.
Drivers Compatibilidade ampliada com novos dispositivos.
Desempenho Melhor gerenciamento de energia e otimização da CPU.

3️⃣ O que é Wayland?

Durante muitos anos o Linux utilizou o servidor gráfico chamado X11 (X.Org). Hoje, praticamente todas as distribuições caminham para o Wayland.

Wayland

✔ Menor consumo de recursos
✔ Menor latência
✔ Melhor suporte para múltiplos monitores
✔ Melhor segurança
✔ Melhor desempenho gráfico

X11

✔ Grande compatibilidade
✔ Muito utilizado durante décadas
✔ Arquitetura mais antiga
✔ Maior quantidade de código legado

4️⃣ Linux Mint e o Wayland

O Linux Mint vem realizando uma migração gradual para oferecer suporte completo ao Wayland. Isso significa que o usuário poderá aproveitar recursos modernos mantendo a facilidade de uso característica da distribuição.

Benefícios esperados:
  • Inicialização mais rápida;
  • Melhor desempenho gráfico;
  • Maior compatibilidade com GPUs recentes;
  • Melhor experiência em notebooks modernos;
  • Maior segurança no ambiente gráfico.

5️⃣ Regulamentação do ECA Digital

A discussão sobre a regulamentação conhecida como ECA Digital motivou adaptações em alguns serviços digitais. Em resposta às novas exigências, alguns sistemas independentes optaram por restringir temporariamente o acesso a usuários no Brasil enquanto analisam requisitos legais e técnicos.

Importante: Nem todos os serviços adotaram esse comportamento. As respostas variam conforme a interpretação jurídica, a infraestrutura disponível e as políticas de cada desenvolvedor ou plataforma.

6️⃣ Fluxo simplificado do funcionamento do Linux

Aplicativo ↓ Bibliotecas ↓ Kernel Linux ↓ Drivers ↓ Hardware

7️⃣ Simulador Didático

Qual componente executa esta função?


8️⃣ Passo a passo da inicialização do Linux

  1. O computador é ligado.
  2. BIOS ou UEFI realiza a inicialização.
  3. O Bootloader (GRUB) é carregado.
  4. O Kernel Linux é iniciado.
  5. Drivers são carregados.
  6. O sistema monta o sistema de arquivos.
  7. Os serviços do sistema operacional são inicializados.
  8. O ambiente gráfico (Wayland ou X11) é carregado.
  9. O usuário acessa sua área de trabalho.

Resumo Técnico

✔ Kernel Linux 7.1 amplia suporte a hardware moderno.
✔ Intel FRED melhora tratamento de interrupções.
✔ GPUs Intel Arc Battlemage recebem novos drivers.
✔ Linux Mint avança para compatibilidade total com Wayland.
✔ Wayland representa a nova geração do ambiente gráfico Linux.
✔ Mudanças regulatórias no Brasil influenciam decisões de alguns serviços digitais.